segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Geração de 45
A literatura contemporânea
O Brasil, após a Segunda Guerra Mundial, inicia um novo período de sua história, esse é marcado pelo desenvolvimento econômico, pela democratização política e pelo surgimento de novas tendências artísticas e culturais. A geração de 45 marca essa mudança, com o objetivo de dar um novo aspecto aos meios de expressão a partir de uma pesquisa sobre a linguagem. O traço formalizante caracteriza essa geração de poetas, várias obras foram publicadas nessa época, na prosa os gêneros conto e romance tiveram destaque. O regionalismo recuperou seu espaço, a sondagem psicológica foi desenvolvida, o espaço urbano foi, também, objeto de enfoque. Os escritores dessa geração que mais se destacaram foram: Mário de Andrade, Graciliano ramos, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Guimarães Rosa, Mário Palmério e outros.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
SEGUNDA GERAÇÃO MODERNISTA
A segunda fase do Modernismo foi
caracterizada, no campo da poesia, pelo amadurecimento e pela ampliação das
conquistas dos primeiros modernistas. Como afirmou a crítica Luciana
Stegagno
Picchio, "fechada a fase polêmica e destrutiva, eliminando o
excesso de Brasil
da página literária, exauridos os jogos primitivistas
e
antropofágicos, a poesia
brasileira, sólida nas suas conquistas
técnicas, na
sua liberdade construtiva,
pode começar a sua segunda
aventura modernista".
Assim, nos anos de 1930 a 1945
a poesia
modernista
se consolida e alarga
seus horizontes temáticos.
No
plano formal, o
verso livre continuou
sendo profusamente adotado,
mas os poetas
do
período tinham liberdade para
escolher formas como
o soneto ou o madrigal,
sem que isso significasse uma
volta a estéticas
do passado, como o
Parnasianismo. A ruptura já havia sido
feita, e era
possível dilatar o
campo de
experimentações poéticas
pesquisando
formas, utilizando
técnicas de outras
escolas e épocas,
reelaborando-as e conferindo a elas
novos sentidos. É o caso
de
Louvação da
Tarde, de Mário de Andrade,
poema composto, segundo Antonio
Candido, "em
decassílabos brancos de
grande beleza, ordenados numa
meditação de
nítido
corte pré-romântico
transposta para o estilo
colonial."
O verso livre
modernista, para
Antonio Candido e José
Aderaldo Castello, correspondeu a
uma
"alteração
profunda da música
contemporânea, ao impressionismo musical,
ao
atonalismo, ao uso
sistemático da dissonância, à divulgação do jazz, à
dodecafonia". Como
sempre ocorre, a poesia estava em sintonia com as outras
artes e mesmo com
as outras esferas da cultura; desse modo, vários autores
dessa
fase, que
estavam em contato com as propostas inovadoras do
Surrealismo e da
psicanálise, foram fortemente influenciados por
princípios
como a
pesquisa do
inconsciente e a livre associação de
idéias, que passaram
a utilizar na produção
poética. No poema O Pastor
Pianista, de
Murilo
Mendes, podem ser observadas
essas influências, que
contribuem para a fusão
de elementos reais e imaginários
e a criação
de
uma atmosfera de
sonho.
No plano temático, a abordagem do
cotidiano
continua sendo
explorada, mas os poetas se voltam também
para
problemas
sociais e
históricos, além de manifestarem
inquietações existenciais e
religiosas que
ampliam as proposições da
fase anterior. O registro dos
fatos do
cotidiano,
muitas vezes
próximos (ou aparentemente próximos) da
banalidade, era
algo de
extremamente moderno, já que as normas
tradicionais da poesia sempre
haviam
prescrito a seleção dos temas
poéticos. Praticamente todos os
grandes
poetas
do período, tanto os da
primeira fase, como Mário de
Andrade e Manuel
Bandeira, como os da segunda,
como Carlos Drummond de
Andrade, ocuparam-se
em
tematizar momentos do
dia-a-dia,
configurando uma verdadeira predileção,
como
afirmaram
Candido e
Castello, "pelo que se poderia chamar de "momento
poético",
isto é, a
"notação rápida de um instante emocional ou de um
aspecto do
mundo".
Houve ainda a retomada de elementos simbolistas,
principalmente
pelo
grupo
de poetas que se agrupou em torno da revista
carioca Festa,
entre os quais
Cecília Meireles. O alargamento do campo
temático
ocorreu
pela abrangência de
novos enfoques, que iam de aspectos
sociais a
inquietações religiosas,
manifestada nas obras dos grandes
autores
do
período, como se verá a seguir
.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
AULA 24 CONCRETISMO
O concretismo brasileiro, cujas propostas e invenções foram divulgadas a partir de 1952 pela revista-livro Noigandres firmou-se nos anos seguintes como movimento ativo e influente. Era uma fase de intensa industrialização no país, à qual suas propostas correspondiam. O movimento lançou-se oficialmente com a I Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada em 1956 no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Além dos três poetas de São Paulo que haviam iniciado o movimento, os irmãos Augusto e Haroldo de Campos e Décio Pignatari, participaram do evento alguns poetas do Rio que aderiram ao grupo, como Ferreira Gullar e Vlademir Dias Pino. Entre os artistas plásticos, o concretismo já contava a essa altura com a adesão de Hélio Oiticica, Lígia Clark, Ivan Serpa, Franz Josef Weissmann e Aluísio Rodrigues Carvão, entre muitos outros. Dissidentes do grupo paulista, encabeçados por Ferreira Gullar e Reinaldo Jardim, organizaram-se como neoconcretos no Rio de Janeiro, em 1957, admitindo a presença de elementos subjetivos na estruturação do poema e fazendo do Suplemento Dominical do Jornal do Brasil seu porta-voz. Aos dois poetas reuniram-se em 1959, na Exposição de Arte Neoconcreta no Museu de Arte Moderna do Rio, os artistas Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Lígia Clark, Lígia Pape e Theon Spanudis
sexta-feira, 25 de maio de 2007
AULA 17 ALBERTO CAEIRO
Alberto Caeiro (15 de abril de 1889 - 1915) é considerado o mestre dos heterônimos de Fernando Pessoa, apesar de sua pouca instrução. Poeta ligado à natureza,que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico, afirma que pensar retira a visão.Proclama-se asiim um anti-metafísico. Afirma que ao pensar, entra num mundo complexo e problemático, onde tudo é incerto e obscuro.À superfície é fácil reconhece-lo pela sua objetividade visual que faz lembrar Cesário Verde, sendo este citado muitas vezes nos seus poemas pelo seu interesse pela natureza, pelo verso livre pela linguagem simples e familiar. Apresenta-se como um simples "guardador de rebanhos"que só se importa em ver de forma objetiva e natural a realidade.é um poeta de simplicidade completa e dá especial importância ao acto de ver. Consideraque a sensação é a unica realidade para nós. Fernando Pessoa formulou 3 principios do sensacionismo:1-todo objecto é uma sensação nossa;2- Toda a arte é a convenção de uma sensação em objeto; 3-Portanto, toda arte é a convenção de uma sensação numa outra sensação. e Caeiro foi o heteronimo que melhor interpretou esta tese pois só lhe interessava vivenciar o mundo que captava pelas sensações recusando o pensamento metafisico.
AULA 16 FERNANDO PESSOA
Legado
Podemos dizer que a vida do poeta foi dedicada a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas através de seus heterônimos, o que foi sua principal característica e motivo de interesse por sua pessoa, aparentemente tão pacata. Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido seu verdadeiro eu, ou se tudo não tivesse passado de mais um produto de sua vasta criação. Ao tratar de temas subjetivos e usar a heteronímia[1], Pessoa torna-se enigmático ao extremo. Esse fato é o que move grande parte das buscas para estudar sua obra. O poeta e crítico brasileiro Frederico Barbosa declara que Fernando Pessoa foi "o enigma em pessoa"[2]. Escreveu desde sempre, com seu primeiro poema aos sete anos e pondo-se a escrever até mesmo no leito de morte. Se importava com a intelectualidade do homem, podendo-se dizer que sua vida foi uma constante divulgação da língua portuguesa que, nas próprias palavras do poeta, ditas pelo heterônimo Bernardo Soares, "minha pátria é a língua portuguesa". Ou então, através de um poema:
Tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar
quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da
civilização e o alargamento da consciência da humanidade
Analogamente a Pompeu que disse que "navegar é preciso; viver não é preciso", Pessoa diz, no poema Navegar é Preciso, que "viver não é necessário; o que é necessário é criar". Outra interpretação comum deste poema diz respeito ao fato de que a navegação foi resultado de uma atitude racionalista do mundo ocidental (a navegação exigiria precisão) enquanto a vida poderia dispensar tal precisão.
Sobre Fernando Pessoa, o poeta mexicano ganhador do Nobel de Literatura Octavio Paz diz que "os poetas não têm biografia. Sua obra é sua biografia" e que, no caso do poeta português, "nada em sua vida é surpreendente — nada, exceto seus poemas". O crítico literário estadunidense Harold Bloom considerou-o, no seu livro The Western Canon ("O Cânone Ocidental"), o mais representativo poeta do século XX, ao lado do chileno Pablo Neruda.[3]
Na comemoração do centenário do seu nascimento em 1988, seu corpo foi transladado para o Mosteiro dos Jerónimos, confirmando o reconhecimento que não teve em vida.
Pessoa e o ocultismo
Fernando Pessoa possuía ligações com o ocultismo e o misticismo, salientando-se a Maçonaria e a Rosa-Cruz (embora não se conheça qualquer filiação concreta em Loja ou Fraternidade destas escolas de pensamento), havendo inclusive defendido publicamente as organizações iniciáticas, no Diário de Lisboa, de 4 de fevereiro de 1935, contra ataques por parte da ditadura do Estado Novo. O seu poema hermético mais conhecido e apreciado entre os estudantes de esoterismo intitula-se "No Túmulo de Christian Rosenkreutz". Tinha o hábito de fazer consultas astrológicas para si mesmo (de acordo com a sua certidão de nascimento, nasceu às 15h20; tinha ascendente Escorpião e o Sol em Gémeos). Realizou mais de mil horóscopos.
Certa vez, lendo uma publicação inglesa do famoso ocultista Aleister Crowley, Fernando encontrou erros no horóscopo e escreveu ao inglês para corrigi-lo, já que era um conhecedor e praticante da astrologia, conhecimentos estes que impressionaram Crowley e, como gostava de viagens, o fizeram ir até Portugal para conhecer o poeta. Junto com ele veio a maga alemã Miss Jaeger que passou a escrever cartas a Fernando assinando com um pseudônimo ocultista. O encontro não foi muito amigável em via dos desequilíbrios psíquicos e espirituais graves que Crowley tinha e ensinava.
Podemos dizer que a vida do poeta foi dedicada a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas através de seus heterônimos, o que foi sua principal característica e motivo de interesse por sua pessoa, aparentemente tão pacata. Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido seu verdadeiro eu, ou se tudo não tivesse passado de mais um produto de sua vasta criação. Ao tratar de temas subjetivos e usar a heteronímia[1], Pessoa torna-se enigmático ao extremo. Esse fato é o que move grande parte das buscas para estudar sua obra. O poeta e crítico brasileiro Frederico Barbosa declara que Fernando Pessoa foi "o enigma em pessoa"[2]. Escreveu desde sempre, com seu primeiro poema aos sete anos e pondo-se a escrever até mesmo no leito de morte. Se importava com a intelectualidade do homem, podendo-se dizer que sua vida foi uma constante divulgação da língua portuguesa que, nas próprias palavras do poeta, ditas pelo heterônimo Bernardo Soares, "minha pátria é a língua portuguesa". Ou então, através de um poema:
Tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar
quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da
civilização e o alargamento da consciência da humanidade
Analogamente a Pompeu que disse que "navegar é preciso; viver não é preciso", Pessoa diz, no poema Navegar é Preciso, que "viver não é necessário; o que é necessário é criar". Outra interpretação comum deste poema diz respeito ao fato de que a navegação foi resultado de uma atitude racionalista do mundo ocidental (a navegação exigiria precisão) enquanto a vida poderia dispensar tal precisão.
Sobre Fernando Pessoa, o poeta mexicano ganhador do Nobel de Literatura Octavio Paz diz que "os poetas não têm biografia. Sua obra é sua biografia" e que, no caso do poeta português, "nada em sua vida é surpreendente — nada, exceto seus poemas". O crítico literário estadunidense Harold Bloom considerou-o, no seu livro The Western Canon ("O Cânone Ocidental"), o mais representativo poeta do século XX, ao lado do chileno Pablo Neruda.[3]
Na comemoração do centenário do seu nascimento em 1988, seu corpo foi transladado para o Mosteiro dos Jerónimos, confirmando o reconhecimento que não teve em vida.
Pessoa e o ocultismo
Fernando Pessoa possuía ligações com o ocultismo e o misticismo, salientando-se a Maçonaria e a Rosa-Cruz (embora não se conheça qualquer filiação concreta em Loja ou Fraternidade destas escolas de pensamento), havendo inclusive defendido publicamente as organizações iniciáticas, no Diário de Lisboa, de 4 de fevereiro de 1935, contra ataques por parte da ditadura do Estado Novo. O seu poema hermético mais conhecido e apreciado entre os estudantes de esoterismo intitula-se "No Túmulo de Christian Rosenkreutz". Tinha o hábito de fazer consultas astrológicas para si mesmo (de acordo com a sua certidão de nascimento, nasceu às 15h20; tinha ascendente Escorpião e o Sol em Gémeos). Realizou mais de mil horóscopos.
Certa vez, lendo uma publicação inglesa do famoso ocultista Aleister Crowley, Fernando encontrou erros no horóscopo e escreveu ao inglês para corrigi-lo, já que era um conhecedor e praticante da astrologia, conhecimentos estes que impressionaram Crowley e, como gostava de viagens, o fizeram ir até Portugal para conhecer o poeta. Junto com ele veio a maga alemã Miss Jaeger que passou a escrever cartas a Fernando assinando com um pseudônimo ocultista. O encontro não foi muito amigável em via dos desequilíbrios psíquicos e espirituais graves que Crowley tinha e ensinava.
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