O Brasil, após a Segunda Guerra Mundial, inicia um novo período de sua história, esse é marcado pelo desenvolvimento econômico, pela democratização política e pelo surgimento de novas tendências artísticas e culturais. A geração de 45 marca essa mudança, com o objetivo de dar um novo aspecto aos meios de expressão a partir de uma pesquisa sobre a linguagem. O traço formalizante caracteriza essa geração de poetas, várias obras foram publicadas nessa época, na prosa os gêneros conto e romance tiveram destaque. O regionalismo recuperou seu espaço, a sondagem psicológica foi desenvolvida, o espaço urbano foi, também, objeto de enfoque. Os escritores dessa geração que mais se destacaram foram: Mário de Andrade, Graciliano ramos, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Guimarães Rosa, Mário Palmério e outros.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Geração de 45
O Brasil, após a Segunda Guerra Mundial, inicia um novo período de sua história, esse é marcado pelo desenvolvimento econômico, pela democratização política e pelo surgimento de novas tendências artísticas e culturais. A geração de 45 marca essa mudança, com o objetivo de dar um novo aspecto aos meios de expressão a partir de uma pesquisa sobre a linguagem. O traço formalizante caracteriza essa geração de poetas, várias obras foram publicadas nessa época, na prosa os gêneros conto e romance tiveram destaque. O regionalismo recuperou seu espaço, a sondagem psicológica foi desenvolvida, o espaço urbano foi, também, objeto de enfoque. Os escritores dessa geração que mais se destacaram foram: Mário de Andrade, Graciliano ramos, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Guimarães Rosa, Mário Palmério e outros.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
SEGUNDA GERAÇÃO MODERNISTA
A segunda fase do Modernismo foi
caracterizada, no campo da poesia, pelo amadurecimento e pela ampliação das
conquistas dos primeiros modernistas. Como afirmou a crítica Luciana
Stegagno
Picchio, "fechada a fase polêmica e destrutiva, eliminando o
excesso de Brasil
da página literária, exauridos os jogos primitivistas
e
antropofágicos, a poesia
brasileira, sólida nas suas conquistas
técnicas, na
sua liberdade construtiva,
pode começar a sua segunda
aventura modernista".
Assim, nos anos de 1930 a 1945
a poesia
modernista
se consolida e alarga
seus horizontes temáticos.
No
plano formal, o
verso livre continuou
sendo profusamente adotado,
mas os poetas
do
período tinham liberdade para
escolher formas como
o soneto ou o madrigal,
sem que isso significasse uma
volta a estéticas
do passado, como o
Parnasianismo. A ruptura já havia sido
feita, e era
possível dilatar o
campo de
experimentações poéticas
pesquisando
formas, utilizando
técnicas de outras
escolas e épocas,
reelaborando-as e conferindo a elas
novos sentidos. É o caso
de
Louvação da
Tarde, de Mário de Andrade,
poema composto, segundo Antonio
Candido, "em
decassílabos brancos de
grande beleza, ordenados numa
meditação de
nítido
corte pré-romântico
transposta para o estilo
colonial."
O verso livre
modernista, para
Antonio Candido e José
Aderaldo Castello, correspondeu a
uma
"alteração
profunda da música
contemporânea, ao impressionismo musical,
ao
atonalismo, ao uso
sistemático da dissonância, à divulgação do jazz, à
dodecafonia". Como
sempre ocorre, a poesia estava em sintonia com as outras
artes e mesmo com
as outras esferas da cultura; desse modo, vários autores
dessa
fase, que
estavam em contato com as propostas inovadoras do
Surrealismo e da
psicanálise, foram fortemente influenciados por
princípios
como a
pesquisa do
inconsciente e a livre associação de
idéias, que passaram
a utilizar na produção
poética. No poema O Pastor
Pianista, de
Murilo
Mendes, podem ser observadas
essas influências, que
contribuem para a fusão
de elementos reais e imaginários
e a criação
de
uma atmosfera de
sonho.
No plano temático, a abordagem do
cotidiano
continua sendo
explorada, mas os poetas se voltam também
para
problemas
sociais e
históricos, além de manifestarem
inquietações existenciais e
religiosas que
ampliam as proposições da
fase anterior. O registro dos
fatos do
cotidiano,
muitas vezes
próximos (ou aparentemente próximos) da
banalidade, era
algo de
extremamente moderno, já que as normas
tradicionais da poesia sempre
haviam
prescrito a seleção dos temas
poéticos. Praticamente todos os
grandes
poetas
do período, tanto os da
primeira fase, como Mário de
Andrade e Manuel
Bandeira, como os da segunda,
como Carlos Drummond de
Andrade, ocuparam-se
em
tematizar momentos do
dia-a-dia,
configurando uma verdadeira predileção,
como
afirmaram
Candido e
Castello, "pelo que se poderia chamar de "momento
poético",
isto é, a
"notação rápida de um instante emocional ou de um
aspecto do
mundo".
Houve ainda a retomada de elementos simbolistas,
principalmente
pelo
grupo
de poetas que se agrupou em torno da revista
carioca Festa,
entre os quais
Cecília Meireles. O alargamento do campo
temático
ocorreu
pela abrangência de
novos enfoques, que iam de aspectos
sociais a
inquietações religiosas,
manifestada nas obras dos grandes
autores
do
período, como se verá a seguir
.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
AULA 24 CONCRETISMO
sexta-feira, 25 de maio de 2007
AULA 17 ALBERTO CAEIRO
Alberto Caeiro (15 de abril de 1889 - 1915) é considerado o mestre dos heterônimos de Fernando Pessoa, apesar de sua pouca instrução. Poeta ligado à natureza,que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico, afirma que pensar retira a visão.Proclama-se asiim um anti-metafísico. Afirma que ao pensar, entra num mundo complexo e problemático, onde tudo é incerto e obscuro.À superfície é fácil reconhece-lo pela sua objetividade visual que faz lembrar Cesário Verde, sendo este citado muitas vezes nos seus poemas pelo seu interesse pela natureza, pelo verso livre pela linguagem simples e familiar. Apresenta-se como um simples "guardador de rebanhos"que só se importa em ver de forma objetiva e natural a realidade.é um poeta de simplicidade completa e dá especial importância ao acto de ver. Consideraque a sensação é a unica realidade para nós. Fernando Pessoa formulou 3 principios do sensacionismo:1-todo objecto é uma sensação nossa;2- Toda a arte é a convenção de uma sensação em objeto; 3-Portanto, toda arte é a convenção de uma sensação numa outra sensação. e Caeiro foi o heteronimo que melhor interpretou esta tese pois só lhe interessava vivenciar o mundo que captava pelas sensações recusando o pensamento metafisico.
AULA 16 FERNANDO PESSOA
Podemos dizer que a vida do poeta foi dedicada a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas através de seus heterônimos, o que foi sua principal característica e motivo de interesse por sua pessoa, aparentemente tão pacata. Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido seu verdadeiro eu, ou se tudo não tivesse passado de mais um produto de sua vasta criação. Ao tratar de temas subjetivos e usar a heteronímia[1], Pessoa torna-se enigmático ao extremo. Esse fato é o que move grande parte das buscas para estudar sua obra. O poeta e crítico brasileiro Frederico Barbosa declara que Fernando Pessoa foi "o enigma em pessoa"[2]. Escreveu desde sempre, com seu primeiro poema aos sete anos e pondo-se a escrever até mesmo no leito de morte. Se importava com a intelectualidade do homem, podendo-se dizer que sua vida foi uma constante divulgação da língua portuguesa que, nas próprias palavras do poeta, ditas pelo heterônimo Bernardo Soares, "minha pátria é a língua portuguesa". Ou então, através de um poema:
Tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar
quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da
civilização e o alargamento da consciência da humanidade
Analogamente a Pompeu que disse que "navegar é preciso; viver não é preciso", Pessoa diz, no poema Navegar é Preciso, que "viver não é necessário; o que é necessário é criar". Outra interpretação comum deste poema diz respeito ao fato de que a navegação foi resultado de uma atitude racionalista do mundo ocidental (a navegação exigiria precisão) enquanto a vida poderia dispensar tal precisão.
Sobre Fernando Pessoa, o poeta mexicano ganhador do Nobel de Literatura Octavio Paz diz que "os poetas não têm biografia. Sua obra é sua biografia" e que, no caso do poeta português, "nada em sua vida é surpreendente — nada, exceto seus poemas". O crítico literário estadunidense Harold Bloom considerou-o, no seu livro The Western Canon ("O Cânone Ocidental"), o mais representativo poeta do século XX, ao lado do chileno Pablo Neruda.[3]
Na comemoração do centenário do seu nascimento em 1988, seu corpo foi transladado para o Mosteiro dos Jerónimos, confirmando o reconhecimento que não teve em vida.
Pessoa e o ocultismo
Fernando Pessoa possuía ligações com o ocultismo e o misticismo, salientando-se a Maçonaria e a Rosa-Cruz (embora não se conheça qualquer filiação concreta em Loja ou Fraternidade destas escolas de pensamento), havendo inclusive defendido publicamente as organizações iniciáticas, no Diário de Lisboa, de 4 de fevereiro de 1935, contra ataques por parte da ditadura do Estado Novo. O seu poema hermético mais conhecido e apreciado entre os estudantes de esoterismo intitula-se "No Túmulo de Christian Rosenkreutz". Tinha o hábito de fazer consultas astrológicas para si mesmo (de acordo com a sua certidão de nascimento, nasceu às 15h20; tinha ascendente Escorpião e o Sol em Gémeos). Realizou mais de mil horóscopos.
Certa vez, lendo uma publicação inglesa do famoso ocultista Aleister Crowley, Fernando encontrou erros no horóscopo e escreveu ao inglês para corrigi-lo, já que era um conhecedor e praticante da astrologia, conhecimentos estes que impressionaram Crowley e, como gostava de viagens, o fizeram ir até Portugal para conhecer o poeta. Junto com ele veio a maga alemã Miss Jaeger que passou a escrever cartas a Fernando assinando com um pseudônimo ocultista. O encontro não foi muito amigável em via dos desequilíbrios psíquicos e espirituais graves que Crowley tinha e ensinava.
AUGUSTO DOS ANJOS
Augusto dos Anjos nasceu no engenho Pau d'Arco, município de Cruz do Espírito Santo (Paraíba). Foi educado nas primeira letras pelo pai e estudou no Liceu Paraibano, onde viria a ser professor em 1908. Precoce poeta brasileiro, compôs os primeiros versos aos 7 anos de idade.
Em 1903, ingressou no curso de Direito na Faculdade de Direito do Recife, bacharelando-se em 1907.Em 1910 , casa-se com Ester Filiado. Segundo Ferreira Gullar, entrou em contato com leituras que iriam influenciar sua visão de mundo, expressa em sua poesia. Com a obra de Herbert Spencer, teria aprendido a incapacidade de se conhecer a essência das coisas e compreendido a evolução da natureza e da humanidade. De Ernst Haeckel, teria absorvido o conceito da monera como princípio da vida, e de que a morte e a vida são um puro fato químico. Arthur Schopenhauer o teria inspirado a perceber que o aniquilamento da vontade de viver é a única saída para o ser humano. Essa filosofia, fora do contexto europeu em que nascera, para Augusto dos Anjos seria a demonstração da realidade que via ao seu redor, com a crise de um modo de produção pré-capitalista, proprietários falindo e ex-escravos na miséria. O mundo seria representado por ele, então, como repleto dessa tragédia, cada ser vivenciando-a no nascimento e na morte.
Dedicou-se ao magistério, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde foi professor em vários estabelecimentos de ensino. Faleceu em 30 de outubro de 1914, as 4 horas da madrugada, aos 30 anos, em Leopoldina, Minas Gerais, onde era diretor de um grupo escolar. A causa de sua morte foi a pneumonia.
Durante sua vida, publicou vários poemas em periódicos, o primeiro, Saudade, em 1900. Em 1912, publicou seu livro único de poemas, Eu. Após sua morte, seu amigo Órris Soares organizaria uma edição chamada Eu e Outras Poesias, incluindo poemas até então não publicados pelo autor. =
Curiosidades Biográficas
Um personagem constante em seus poemas é um pé de tamarindo que ainda hoje existe no Engenho Pau d'Arco.
Seu amigo Órris Soares conta que Augusto dos Anjos costumava compor "de cabeça", enquanto gesticulava e pronunciava os versos de forma excênctrica, e só depois transcrevia o poema para o papel.
De acordo com Eudes Barros, quando morava no Rio de Janeiro com a irmã, Augusto dos Anjos costumava compor no quintal da casa, em voz alta, o que fazia sua irmã pensar que era doido.
Embora tenha morrido de pneumonia, tornou-se conhecida a história de que Augusto dos Anjos morreu de tuberculose, talvez porque esta doença seja bastante mencionada em seus poemas.
Obra Poética
A poesia brasileira estava dominada por simbolismo e parnasianismo, dos quais o poeta paraibano herdou algumas características formais, mas não de conteúdo. A incapacidade do homem de expressar sua essência através da “língua paralítica” (Anjos, p. 204) e a tentativa de usar o verso para expressar da forma mais crua a realidade seriam sua apropriação do trabalho exaustivo com o verso feito pelo poeta parnasiano. A erudição usada apenas para repetir o modelo formal clássico é rompida por Augusto dos Anjos, que se preocupa em utilizar a forma clássica com um conteúdo que a subverte, através de uma tensão que repudia e é atraída pela ciência.
A obra de Augusto dos Anjos pode ser dividida, não com rigor, em três fases, a primeira sendo muito influenciada pelo simbolismo e sem a originalidade que marcaria as posteriores. A essa fase pertencem Saudade e Versos Íntimos. A segunda possui o caráter de sua visão de mundo peculiar. Um exemplo dessa fase é o famigerado soneto Psicologia de um Vencido. A última corresponde a sua produção mais complexa e madura, que inclui Ao Luar.
Sua poesia chocou a muitos, principalmente aos poetas parnasianos, mas hoje é um dos poetas brasileiros que mais foram reeditados. Sua popularidade se deveu principalmente ao sucesso entre as camadas populares brasileiras e à divulgação feita pelos modernistas.
Hoje em dia diversas editoras brasileiras publicam edições de Eu e Outras Poesias.
Crítica Literária
Sua linguagem orgânica, muitas vezes cientificista e agressivamente crua, mas sempre com ritmados jogos de palavras, idéias, e rimas geniais, causava repulsa na crítica e no grande público da época. Eu somente apresentou grande vendagem anos após a sua morte.
Muitas divergências há entre os críticos de Augusto dos Anjos quanto à apreciação de sua obra e suas posições são geralmente extremas. De qualquer forma, seja por ácidas críticas destrutivas, seja através de entusiasmos exaltados de sua obra poética, Augusto dos Anjos está longe de passar despercebido.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
AULA 14 SIMBOLISMO

A partir de 1881, na França, pintores, autores teatrais e escritores, influenciados pelo misticismo advindo do grande intercâmbio com as artes, pensamento e religiões orientais - procuram refletir em suas produções a consonância a estas diferentes formas de olhar sobre o mundo, de ver, e demonstrar o sentimento.
Marcadamente individualista e místico, foi com desdém apelidado de "decadentismo" - clara alusão à decadência dos valores estéticos então vigentes. Mas em 1886 um manifesto traz a denominação que viria marcar definitivamente os adeptos desta corrente: simbolismo.
Principais características
* Subjetivismo
Os simbolistas terão maior interesse pelo particular e individual do que pela visão mais geral. A visão objetiva da realidade não desperta mais interesse, e sim a realidade focalizada sob o ponto de vista de um único indivíduo.Dessa forma, é uma poesia que se opõe à poética parnasiana e se reaproxima da estética romântica, porém mais do voltar-se para o coração, os simbolistas procuram o mais profundo do "eu", buscam o inconsciente, o sonho.
* Musicalidade
Para conseguir aproximação da poesia com a música, os simbolistas lançaram mão de alguns recursos,como por exemplo a aliteração, que consiste na repetição sistemática de um mesmo fonema consonantal, e a assonância,caracterizada pela repetição de fonemas vocálicos.
* Transcendentalismo
Um dos princípios básicos dos simbolistas era sugerir através das palavras sem nomear objetivamente os elementos da realidade. Ênfase no imaginário e na fantasia.Para interpretar a realidade, os simbolistas se valem da intuição e não da razão ou da lógica.Preferem o vago, o indefinido ou impreciso. Por isso, gostam tanto de palavras como: névoa, neblina, bruma, vaporosa.
Literatura do simbolismo
Os temas são místicos, espirituais. Abusa-se da sinestesia (sensação produzida pela interpenetração de órgãos sensoriais: "cheiro doce" ou "grito vermelho"), das aliterações (repetição de letras ou sílabas numa mesma oração: "Na messe que estremece") e das assonâncias (repetição fônica das vogais: repetição da vogal "e" no mesmo exemplo de aliteração) tornando os textos poéticos simbolistas profundamente musicais.
O Simbolismo em Portugal liga-se às atividades das revistas Os Insubmissos e Boêmia Nova, fundadas por estudantes de Coimbra, entre eles Eugênio de Castro, que ao publicar um volume de versos intitulado Oaristos, instaurou essa nova estética em Portugal. O movimento simbolista durou aproximadamente até 1915, altura em que se iniciou o Modernismo.
Pode-se dizer que o precursor do movimento, na França, foi o poeta francês Charles Baudelaire com "As Flores do Mal", ainda em 1857.
Mas só em 1881 a nova manifestação é rotulada, com o nome decadentismo, substituído por Simbolismo em manifesto publicado em 1886. Espalhando-se pela Europa, é na França, porém, que tem seus expoentes, como Paul Verlaine, Arthur Rimbaud e Stéphane Mallarmé.
Portugal
Os nomes de maior destaque no Simbolismo português são: Eugênio de Castro, Antônio Nobre, Camilo Pessanha, Augusto Gil, Alfonso Lopes Vieira, Antônio Patrício, Manuel Laranjeira (poesia), Raul Brandão (prosa), Júlio Dantas (teatro).
Brasil
No Brasil, dois grandes poetas destacaram-se dentro do movimento simbolista: Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens. No primeiro, a angústia de sua condição, reflete-se no comentário de Manuel Bandeira: "Não há (na literatura brasileira) gritos mais dilacerantes, suspiros mais profundos do que os seus".
Gauguin impressionista
Oriundo do impressionismo, Paul Gauguin deixa-se influenciar pelas pinturas japonesas que aparecem na Europa, provocando verdadeiro choque cultural - e este artista abandona as técnicas ainda vigentes nas telas do movimento onde se iniciou, como a perspetiva, pintando apenas em formas bidimensionais. A temática alegórica passa a dominar, a partir de 1890. Ao artista não bastava pintar a realidade, mas demonstrar na tela a essência sentimental dos personagens - e em Gauguin isto levou a uma busca tal pelo primitivismo que o próprio artista abandonou a França, indo morar com os nativos da Polinésia francesa...
Em França outros artistas, como Gustave Moreau, Odilon Redon, Maurice Denis, Paul Sérusier e Aristide Maillol, aderem à nova estética. Na Áustria, usando de motivos eminentemente europeus do estilo rococó, Gustav Klimt é outro que, assim como Gauguin, torna-se becido e apreciado. O norueguês Edvard Munch, autor do célebre quadro "O grito", alia-se primeiro ao simbolismo, antes de tornar-se um dos expoentes do expressionismo.
No Brasil, o movimento simbolista influenciou a obra de pintores como Eliseu Visconti e Rodolfo Amoedo.
Les Nabis
Como consequência do Simbolismo, apareceu o grupo de Les Nabis. Tem a particularidade de ter formas mais simplificadas e cores mais puras. A arte torna-se desta forma uma realidade autónoma do real, pois nela estão patentes emoções, sentimentos e ideologias.
Simbolismo no teatro
Buscaram os autores, dentre os quais o belga Maeterlinck, o italiano Gabriele D'Annunzio e o norueguês Ibsen, levar ao palco não personagens propriamente ditos, mas alegorias a representar sentimento, idéia - em peças onde o cenário (som, luz, ambiente, etc.) tenham maior destaque.
AULA 13 PRÉ-MODERNISMO
quinta-feira, 26 de abril de 2007
AULA 12 PARNASIANISMO
Movimento literário de origem francesa, que representou na poesia o espírito positivista e científico da época, surgindo no século XIX em oposição ao romantismo.
Nasceu com a publicação de uma série de poesias, precedendo de algumas décadas o simbolismo. O seu nome vem do Monte Parnaso, a montanha que, na mitologia grega era consagrada a Apolo e às musas, uma vez que os seus autores procuravam recuperar os valores estéticos da Antiguidade clássica.
Caracteriza-se pela sacralidade da forma, pelo respeito às regras de versificação, pelo preciosismo rítmico e vocabular, pela rima rica e pela preferência por estruturas fixas, como os sonetos. O emprego da linguagem figurada é reduzido, com a valorização do exotismo e da mitologia. Os temas preferidos são os fatos históricos, objetos e paisagens. A descrição visual é o forte da poesia parnasiana, assim como para os românticos são a sonoridade das palavras e dos versos. Os autores parnasianos faziam uma "arte pela arte", pois acreditavam que a arte devia existir por si só, e não por subterfúgios, como o amor, por exemplo.
O primeiro grupo de parnasianos de língua francesa reúne poetas de diversas tendências, mas com um denominador comum: a rejeição ao lirismo como credo. Os principais expoentes são Théophile Gautier (1811-1872), Leconte de Lisle (1818-1894), Théodore de Banville (1823-1891) e José Maria de Heredia (1842-1905), de origem cubana, Sully Prudhomme (1839-1907). Gautier fica famoso ao aplicar a frase “arte pela arte” ao movimento.
Características gerais
Objetividade e impessoalidade
Arte Pela Arte: A poesia vale por si mesma, não tem nenhum tipo de compromisso, e justifica por sua beleza. Faz referencias ao prosáico, e o texto mostra interesse a coisas pertinentes a todos.
Estética/Culto à forma - Como os poemas não assumem nenhum tipo de compromisso, a estética é muito valorizada. O poeta parnasiano busca a perfeição formal a todo custo, e por vezes, se mostra incapaz para tal. Aspectos importantes para essa estética perfeita são:
Rimas Ricas: São evitadas palavras da mesma classe gramatical. Há uma ênfase das rimas do tipo ABAB para estrofes de quatro versos, porém também muito usada as rimas ABBA.
Valorização dos Sonetos: É dada preferência para os sonetos, composição dividida em duas estrofes de quatro versos, e duas estrofes de três versos. Revelando, no entanto, a "chave" do texto no ultimo verso.
Metrificação Rigorosa: O número de sílabas poéticas deve ser o mesmo em cada verso, preferencialmente doze sílabas(versos alexandrinos), os mais utilizados no período. Ou apresentar uma simetria constante, exemplo: primeiro verso de dez sílabas, segundo de seis sílabas, terceiro de dez sílabas, quarto com seis sílabas, etc.
Descritivismo: A poesia parnasiana é baseada em objetos, objetos mortos, sempre optando pelos que exigem uma descrição bem detalhada.
Temática Greco-Romana - A estética é muito valorizada no Parnasianismo, mas mesmo assim, o texto precisa de um conteúdo. A temática abordada pelos parnasianos é Antiguidade Clássica, características de sua história e sua mitologia. É bem comum os textos descreverem Deuses, heróis, fatos lendários, personagens marcados na história e até mesmo objetos.
Cavalgamento - Perda de sentido no verso. O verso depende do contexto para ser entendido. Tática para prioriazar a metrica e o conjunto de rimas.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
IMAGEM TIPICAMENTE ÁRCADE
REALISMO-NATURALISMO
ROMANTISMO

BARROCO
ARCADISMO
O século XVIII é marcado pela ascensão da burguesia e de seus valores. Esse
fato influenciou na produção da obras desta época. Enquanto as preocupações e
conflitos do barroco são deixados de lado, entra em cena o objetivismo e a razão. A
linguagem complexa é trocada por uma linguagem mais fácil. Os ideais de vida no
campo são retomados ( fugere urbem = fuga das cidades ) e a vida bucólica passa a
ser valorizada, assim como a idealização da natureza e da mulher amada. As
principais obras desta época são : Obra Poética de Cláudio Manoel da Costa, O Uraguai de Basílio da Gama,
Cartas Chilenas e Marília de Dirceu de Tomás Antonio Gonzaga, Caramuru de Frei José de Santa Rita Durão.
